MINHA CONCEPÇAO DE UNIVERSIDADE

Domingo , 24 de Outubro de 2010 - 16:13h

Minha concepção de Universidade decorre da formação que obtive dentro dela como acadêmico militante: de um lado, pela rigorosa formação científica e filosófica proporcionada pelos três cursos para os quais fui aprovado; de outro, pela intensa vida cultural e democrática de um tempo no qual o Brasil voltou-se para si, para decidir seu futuro – fins dos anos 70 até meados dos anos 80.

Vivi e participei intensamente de um Brasil convulso, que ansiava por liberdade dentro e fora da universidade; de um Brasil que ousou ir às ruas contra a Ditadura Militar (e a Universidade à sua frente); de um Brasil que lutava por uma Universidade Pública e Gratuita, mas ao mesmo tempo Democrática e Popular, da qual o povo, de alguma forma, pudesse ter acesso.

Hoje a realidade é outra. A Educação Básica, ainda que péssima para a grande maioria do povo, está quase universalizada; O Ensino Superior Público, em que pese as dificuldades de infra-estrutura (certamente superáveis nos próximos anos), passa pela maior Expansão de sua história, desde 1968. E já se pode dizer, que se vive numa democracia, burguesa é verdade, mas uma democracia.

Por isso, para mim, uma Universidade que se queira como tal, não pode negligenciar no rigor da formação científica e tecnológica, sem a qual não se produz profissionais qualificados e da qual – nós, da Universidade Federal – tanto nos orgulhamos. Do mesmo modo, uma Universidade que se digne desse nome não pode deixar de ser o lócus privilegiado da expressão cultural e artística, e o berço convulso da democracia.

Quando falo de universidade crítica, falo disso: crítica sem conhecimento científico ou filosófico é fuxico, coisa da província, da qual tão bem se servem os arrivistas; quando falo de universidade democrática, falo do debate a partir de princípios políticos, ideológicos, epistemológicos, sem meias-palavras; do debate que respeita as instâncias supremas de nossa universidade: os Conselhos.

São esses princípios que consagram a Autonomia Universitária e por eles hei de continuar lutando, como sempre fiz!

PARA APROFUNDAR O QUE DISSE, INDICO A LEITURA:

  • Universidade pra quê? – Darcy Ribeiro;
  • A universidade em ritmo de barbárie – José Arthur Giannotti;
  • A formação política e o trabalho do professor – Florestan Fernandes;
  • Lux in Tenebris, em particular A Indiscreta Falta de Charme da Universidade – Roberto Romano;
  • Educação e desenvolvimento regional: as possibilidades da universidade na transição do fordismo para a sociedade digital – Antônio Carlos Maciel
Fonte: acmaciel

Quem sou

Passei em três vestibulares (1979, Filosofia; 1980, Administração de Empresa; 1981, Pedagogia – todos na Federal do Amazonas). ...


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