PLATAFORMA PARA A VICE-REITORIA

Domingo , 24 de Outubro de 2010 - 21:14h

CONSOLIDAÇÃO DA GRADUAÇÃO

Com a implantação do Projeto REUNI na UNIR, nos últimos três anos, a prioridade para os próximos, passar a ser a consolidação tanto dos novos quanto dos cursos antigos.

Trata-se por isso mesmo de construir a base de Laboratórios para todos os Cursos; de completar a contratação de professores, de acordo com as necessidades específicas de cada Curso; de assegurar a contratação de técnico-administrativos para manter eficazmente as atividades dos Departamentos; de promover a qualidade de vida, através da construção de Restaurantes Universitários, Espaços Culturais e de Convívio Social, de incentivos à moradia e ao transporte estudantis.

Além de uma ampla reforma curricular, de modo a garantir a indissociabilidade entre a graduação e a pós-graduação, entre a pesquisa e o ensino, entre este e a extensão, tudo de acordo com os novos paradigmas do conhecimento técnico-científico.

INTERIORIZAÇÃO E INTERNALIZAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU

O Projeto REUNI ampliou até o presente momento 1/3 o quadro de docentes da UNIR. Destes, em torno de cinqüenta são doutores das diversas áreas de conhecimento. Minha proposta é simples: reunir todos os doutores em dois grandes grupos interdisciplinares e criar dois grandes Programas de Pós-Graduação.

Um, em Porto Velho, para atender as demandas da capital e de Guajará-Mirim, com prioridade para as demandas internas (que é uma reivindicação de muitos professores que têm mestrado e não desejam fazer doutorado fora do Estado); outro, que contemplasse os Campi de Ariquemes, Ji-Paraná, Médici, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena, com turmas em cada um desses campi até que houvesse as condições para desmembrá-lo.

EFICIENTIZAÇÃO DA CAPACIDADE TÉCNICO-ADMINISTRATIVA

O Projeto de Consolidação da UNIR, já aprovado pelo MEC, prevê a contratação de um contingente de pessoal, que vai dobrar o quadro técnico-administrativo. Essa é, a meu ver, a grande oportunidade de rever e renovar os processos administrativos da UNIR, de modo a capacitá-lo para a eficientização do sistema. O princípio básico é ouvir não só os gestores, mas também a base produtiva dos funcionários, para que os diversos setores possam responder com eficácia às demandas crescentes de atividades, processos e produtos.

Pelo que pude aprender nos últimos anos, três setores são fundamentais para dar agilidade ao processo: a PRAGEP, a PROPLAN e a PROJUR e, portanto, esses setores deverão merecer atenção especial para que o sistema não entre em colapso total. Por outro lado, a capacidade acadêmica, que envolve ensino, pesquisa e extensão, não pode desenvolver o potencial já adquirido, se não houver um sistema com suporte nas novas tecnologias de comunicação e informação. Para mim, tais são as prioridades.

QUALIDADE DE VIDA NA UNIVERSIDADE

Muitos já sabem o quanto propugno por uma Universidade Científica e Tecnológica. Mas tenho dito que a formação (para professores, alunos e funcionários, e não só para alunos) numa Universidade Federal deve ir além da competência técnica.

Na universidade em que eu fui formado, assim como nas boas universidades do país hoje, tinha espaço para o cinema, a música, a literatura, a pintura, o teatro, etc. geralmente nos intervalos entre os turnos da manhã e da tarde, e entre este e o da noite. Havia o período das amostras e dos festivais. A formação cultural era tão importante quanto a técnico-científica. Entendia-se por formação cultural, também, a formação política: debates sobre os mais diversos setores da vida e da sociedade.

Para mim, uma universidade sem esses atributos será sempre uma universidade deformada e ipsu facto deformadora!

Não quero reviver o passado, isto é impossível. Mas posso sonhar com a capacidade renovadora da juventude, intensa em seus propósitos. Quero crer que a Academia não se reduziu ao pragmatismo dos utilitaristas e ao oportunismo dos arrivistas e dos individualistas.

Quero crer, em minhas últimas barricadas, que as novas gerações de professores, de técnico-administrativos e de alunos vão criar uma UNIR, na qual a Ciência e Tecnologia fecundem em campos (os Campi) onde grassem a cultura e a democracia, pressupostos sem os quais a crítica é estéril.

Fonte: acmaciel

Quem sou

Passei em três vestibulares (1979, Filosofia; 1980, Administração de Empresa; 1981, Pedagogia – todos na Federal do Amazonas). ...


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