MINHA SINGELA RESPOSTA AO ATAQUE

Quinta-Feira , 20 de Outubro de 2011 - 15:13h

 

Caro Professor, da mesma forma que eu o tenho respeitado, gostaria de merecer de VSª tal contrapartida. Defendo e defenderei a Reitoria, eleita democraticamente, porque durante toda a minha vida tenho lutado pela Democracia (mesmo burguesa) nesse país e na Universidade Pública, em especial. No dia em que as supostas irregularidades forem comprovadas, e magnífico reitor julgado culpado, eu deixarei de defendê-lo, e o farei isso de público.

No atual estágio dos acontecimentos, de acordo com os preceitos do Estado Democrático de Direito, ninguém pode ser culpado apenas por denúncias. Senão aonde iríamos parar? Creia-me, professor, não haveria a mínima estabilidade nas instituições democráticas. Por isso, não posso, ao contrário de muitos, me deixar levar pelas emoções, ou outros interesses quaisquer. Minha experiência não o permite.

Enquanto isso aceite bons adversários (não aprendemos nada com adversários fracos, cuja única arma é a difamação). Aprenda com os bons adversários como montar estratégias, ou como desmontá-las; como se comportar numa Assembléia, sem correr o risco de um infarto ou um aneurisma (como pude presenciar pelo seu próprio comportamento e de vários outros companheiros – tenha calma, ninguém vai transformar essa universidade em menos de 10 anos, se trabalharmos com afinco depois que essa crise passar).

Contra o substantivo que me dispensa, informo a VSª que, mesmo com todos os afazeres de Diretor, ministro aula na Graduação em Ariquemes e no Mestrado em Educação em Porto Velho; participo de dois Projetos de Pesquisa aprovados pelo CNPq; Coordeno um Projeto de Extensão aprovado pela SEB/MEC; fiz palestra em maio último sobre “A Formação Cultural da Amazônia e a Ocupação Econômica de Rondônia, a partir de 1970: O Último Round da Resistência Cabocla”, no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da USP; fiz, em agosto, a conferência “A Incansável Luta da Escola Púlbica contra o Diabo às Portas do Inferno”, no XX Encontro de Pesquisa Educacional do Norte e Nordeste; e, por fim, caríssimo, estou convidado, pelo mais renomado educador vivo, Prof. Dermeval Saviani, a co-ministrar uma disciplina no Mestrado em Educação da UNICAMP, em novembro próximo.

No Campus de Ariquemes, temos 7 Cursos (2 regulares, 2 modulares e 3 à distância), apenas o Curso de Engenharia de Alimentos (que representa 13,44% dos alunos) está em greve.

Temos apenas 4 técnico-administrativos e trabalhamos nos três turnos, incluindo sábado. A Biblioteca funciona ininterruptamente das 8h às 23h; o Laboratório de Informática e a Secretaria, no mesmo horário, menos das 12h às 14h. O nobre professor pode imaginar que temos muito trabalho.

Desde a última segunda-feira, 17/10, aproveitando que o curso diurno está em greve, estamos fazendo expediente interno – para atualizar trabalhos atrasados – na Biblioteca (durante o dia) e na Secretaria (sem deixar de atender alunos e professores). A única diferença para os outros dias é que, agora, quem deseja ser atendido, tem de bater na porta. E ao que eu saiba ninguém foi impedido de entrar.

Assim, antes que o Sr. possa esbravejar acusações, apure as fontes ou pode vir aqui tomar um café com leite e pão caseiro.

 

Atenciosamente

 

Prof. Dr. Antônio Carlos Maciel

Fonte: acm

Quem sou

Passei em três vestibulares (1979, Filosofia; 1980, Administração de Empresa; 1981, Pedagogia – todos na Federal do Amazonas). ...


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