O RECADO DAS URNAS I: ACADÊMICO DE PEDAGOGIA NÃO É TOBÓ DE SOLA

Quarta-Feira , 04 de Dezembro de 2013 - 17:49h

O RECADO DAS URNAS I: ACADÊMICO DE PEDAGOGIA NÃO É TOBÓ DE SOLA

Antônio Carlos Maciel

A compreensão paroquial-provinciana de universidade levou o seu primeiro revés, em sua estreia como debutante. Alimentada pela onda anti-maciel de outros departamentos (onda de largo espectro e múltiplos interesses), arvorou-se numa aventura, cujo fim põe em risco as conquistas dos últimos anos.

 

Partiu de uma aritmética elementar: se o pleito eleitoral para chefe e vice-chefe de departamento é decidido na proporcionalidade 70-15-15, onde professores detêm 70%, técnicos 15% e acadêmicos 15% e, uma vez que o DECED não possui técnicos, mas tem dez professores, bastaria o voto de seis professores para impor uma dupla sem correr o risco de depender dos votos dos acadêmicos e dos demais professores do departamento.

 

Raciocínio correto, mas incompleto e insuficiente, simplesmente porque uma eleição – na Universidade e não numa escola de ensino fundamental – não se constitui apenas pela frieza dos números, trata-se, mesmo em situações aparentemente tão simples como a eleição para a chefia de departamento, de avaliar um conjunto de variáveis políticas e conjunturais, que possibilitem uma gestão legítima e um departamento forte, o que só é possível com o apoio da maioria absoluta de discentes e docentes.

 

Os acadêmicos perceberam desde cedo a jogatina provinciana e, a seu modo, sem alarde, como quem diz: “nosso repúdio e repugnância são o silêncio e a abstenção”. Dito e feito: 2/3 decidiu não votar. O que é péssimo para a gestão que se inicia, porque não se trata de votos; trata-se de apoio.

 

De acordo com alguns, os protagonistas e seus estrategistas sequer se deram ao trabalho de produzir um fólder (por mais simples que pudesse ser) com suas propostas (por mais óbvias que fossem). Tal como numa universidade, que não se quer democrática, não houve uma discussão coletiva onde o destino do Curso de Pedagogia pudesse ser debatido e a trajetória passada, avaliada.

 

Por outro lado, acadêmicos mais antenados sabem que as conquistas dos últimos anos dependem da união dos professores e estes – eles também o sabem – hoje se encontram divididos e a abstenção de 30%, além de um voto nulo, que eleva a porcentagem para 40%, é a prova mais contundente.

 

Somando tudo temos 2/3 de acadêmicos e 40% de docentes, que não legitimam os novos chefes de departamento. Além disso, não conseguimos eleger nenhum representante docente ao CONSEA (nem do Câmpus), nossa representação no CONSEC pode ficar reduzida a uma e, então, como poderemos dar sequência às conquistas alcançadas?

 

Como vamos conseguir as vagas para os professores de que precisamos? Como vamos incluir no orçamento da universidade a conclusão do Instituto Tecnológico de Educação e Sustentabilidade – ITES? Mais do que isso, como vamos manter o ITES, criado pelo DECED para o Curso de Pedagogia e para a futura instalação dos Cursos de Pós-Graduação na área de Educação?

 

O caminho escolhido pelos novos dirigentes e seus apoiadores é uma aventura arriscada que pode por a perder todas as conquistas dos últimos anos. É esperar pra ver. O silêncio das urnas sempre dá o seu recado e o silêncio que se seguiu ao pleito parece estar perplexo com o gosto da vitória.

Fonte: acm

Quem sou

Passei em três vestibulares (1979, Filosofia; 1980, Administração de Empresa; 1981, Pedagogia – todos na Federal do Amazonas). ...


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